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Alunos do Colégio Estadual Santa Cândida - Evelyn, Felipe e Tainara -,criamos este blog, com a supervisão da nossa professora de História,Cássia,onde abordaremos um assunto de extrema importância, o abuso sexual infântil.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

"Só é possível ensinar uma criança a amar,   amando-a".
                                                       Johann Goethe
               "É bom ter esperança, mas é ruim depender dela"
                                                                                        Textos Judaicos

Tenha a esperança de que o mundo vai ser um lugar melhor para as nossas crianças, mas não espere que ela vá resolver tudo. São as atitudes que nos fazem atingir o êxito e vencer.
Ajude a vencer a luta contra a pedofilia. Denuncie. Disque-100.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

SaferNet: Protegendo os direitos humanos na internet

A SaferNet Brasil é uma associação civil de direito privado, com atuação nacional, sem fins lucrativos ou econômicos, sem vinculação político partidária, religiosa ou racial. Fundada em 20 de dezembro de 2005 por um grupo de cientistas da computação, professores, pesquisadores e bacharéis em Direito, a organização surgiu para materializar ações concebidas ao longo de 2004 e 2005, quando os fundadores desenvolveram pesquisas e projetos sociais voltados para o combate à pornografia infantil na Internet brasileira.
No SaferNet você pode fazer denúncias, contribuições e também aprender a se proteger dos perigos da internet.

Link do site: http://www.safernet.org.br/site/  

Orkut concentra 90% das denúncias sobre pedofilia na internet brasileira

Cerca de 90% das denúncias de pedofilia registradas no Brasil no ano passado tinham relação com o conteúdo do Orkut, segundo um relatório divulgado pela ONG Safernet. De acordo com a organização, a postura adotada pelo Google --dono do site de relacionamentos-- em não repassar rapidamente informações sobre criminosos, contribui para esse quadro.
"Tivemos problemas com o Google nos últimos dois anos, com a dificuldade em obter informações sobre criminosos no Orkut. Isso fez com que os criminosos vissem o site como porto seguro para crimes. Contribuiu muito para a percepção de que a internet é terra de ninguém", afirma Thiago Tavares, presidente da Safernet.
Membros do Ministério Público e a própria Safernet afirmam que o Google se nega a fornecer informações sobre dados de usuários, utilizadas para investigar crimes no site de relacionamentos. Entretanto, o Google diz que não se nega a disponibilizar esses dados ou a deletar comunidades, desde que haja uma determinação judicial sobre o assunto.
Segundo Tavares, a situação começou a mudar em setembro do ano passado, quando o Google se comprometeu a liberar informações sobre essas ações, mediante determinação da Justiça. "Há uma nova postura, de cumprir a legislação. Houve avanços e estamos trabalhando com eles [o Orkut]", afirma.
O Google informou que essa participação no número de denúncias já era esperado, em razão do número de usuários do Orkut no Brasil e pelo fato de a empresa estimular os usuários a comunicarem esse tipo de crime.
"Como fizemos um trabalho de orientação para que os usuários denunciem, é comum que muita gente notifique conteúdo irregular no Orkut. É preciso ver que pode haver várias denúncias para o mesmo caso", afirma Félix Ximenes, diretor de comunicação do Google.

Denúncias em alta

No total, a Safernet recebeu 267.089 denúncias sobre pornografia infantil em 2007, uma alta de 126% em relação ao ano anterior. Para a Safernet, essa alta se deve a uma maior conscientização dos internautas em comunicar a ocorrência desse tipo de crime e ao aumento na base de usuários da rede no país.
"O próprio governo federal tem uma política de inclusão digital, para disseminar o uso no país, o que é louvável. O problema é que essa política não está associada a um aumento na repressão dos crimes cibernéticos", afirma Tavares.
De acordo com o presidente da ONG, no curto prazo, é preciso aperfeiçoar os mecanismos de remoção dessas páginas e de identificação dos criminosos. Mas o mais importante, segundo ele, é conscientizar os usuários. "Temos que divulgar os canais de denúncia, mostrar que a internet não é terra sem lei, que a legislação do mundo real vale para a web e que tudo o que você faz na rede é rastreado", diz ele.

Fonte: Clipping Safernet (http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u385646.shtml)

sábado, 25 de junho de 2011

Mais difícil que ensinar uma criança a ter princípios,
é ensina-la a saber defender-se de quem não os tem!
A criança é, por natureza, um ser do encantamento, um ser que experimenta a leveza e que não retém a dor."
                                                                                   Cris Griscon

PEDOFILIA, você não vê, mas pode estar acontecendo

À primeira vista, o anúncio contra a pedofilia do Centro de Referência Contra o Abuso Infantil para o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil (18 de maio) mostra crianças brincando, nada demais. No escuro, porém, o anúncio revela cenas chocantes das crianças sendo abusadas por um adulto. A campanha Pedofilia: você pode não ver, mas pode estar acontecendo foi criada pela agência Euro RSCG Brasil.
Apesar de chocante, os anuncios foram feitos de forma genial e com muita ousadia ao retratar os pedófilos na hora da agressão, mostrando uma violência que, infelizmente, faz parte do dia a dia da nossa sociedade, mas que muitos fingem não ver.

 





































http://colunistas.ig.com.br/cip/2008/05/21/anuncio-chocante-contra-pedofilia-usa-tinta-fluorescente/

Diga NÃO a Pedofilia

Pedofilia uma vergonha a humanidade.
Não de as costas as nossas crianças.
A esses covardes, insanos, violentos só cadeia é pouco.
Protejam nossas crianças.

 18 de maio, Dia Nacional do Combate ao Abuso Sexual
 

Todos Contra a Pedofilia

"Precisamos de leis para impedir ataques e a formação de redes de prostituição e pedofilia na internet". 
Cláudia Leite, em entrevista à Veja. 31/07/2010

"Posso falar que fui educado por padres pedófilos. Era tudo meio escondido, mas eu via. Não entendia muito o que era aquilo." JOSÉ WILKER, ator, sobre a infância em Juazeiro do Norte e no Recife 07/05/2010

“A pedofilia pode ser um crime passível de punição com a prisão perpetua” DILMA ROUSSEFF. Candidata do PT à Presidência, no rádio. 28/05/2010


Infelizmente a pedofilia no nosso país e no mundo também anda de Bíblia nas mãos e reza missa.Magno Malta, sobre pastores e sacerdotes católicos que cometem violência sexual contra crianças

"O Brasil é um paraíso de pedófilos" Magno Malta 17/11/2009
 
“Defendo prisão perpétua para os pedófilos,  pois eles são irrecuperáveis e compulsivos”
 Senador Magno Malta 23/04/2010
 


quarta-feira, 22 de junho de 2011

Marcelo Tas apóia o Dia da Internet Segura 2011



Esse não é apenas um alerta para que fiquemos atentos aos crimes sexuias cometidos por intermédio da internet, mas para todos os tipos de crimes virtuais.
8 de fevereiro é o Dia da Internet Segura.

Perigo



A internet pode ser uma ótima ferramenta de pesquisa e também de relacionamento, mas ela contém muitos perigos. Um deles é você não saber quem é que está do outro lado do teclado.
Não divulgue dados pessoais e não marque encontros com pessoas que conheceu na internet sem estar acompanhado de algum parente ou amigo. Proteja-se.

Imagem disponível em: http://omundoeatic.blogspot.com/2010/11/os-perigos-da-internet.html

Como evitar os riscos da internet para as crianças

O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.
                                                                             Albert Einstein

Denuncie a exploração sexual de menores. Disque-100.

Vaticano anuncia ferramenta online para combater o abuso infantil


Em um esforço de lidar com o escândalo que abalou a Igreja Católica, o Vaticano anuncia iniciativa online para prevenir o abuso infantil pelo clero. O portal será lançado em conferência agendada para o próximo ano.


A Santa Sé anunciou neste sábado (18/06) a criação de um novo recurso online para a luta contra o abuso sexual na Igreja Católica.

Um centro virtual de informações e combate à pedofilia, programado para entrar em atividade no início do próximo ano, foi desenvolvido para ajudar os bispos e outros funcionários da Igreja a estabelecerem diretrizes para proteger as crianças.

O recurso online "vai cooperar com instituições médicas e universidades para desenvolver uma resposta constante a problemas de abuso sexual", divulgou o monsenhor Klaus Peter Franzl, da Arquidiocese de Munique. O portal será oferecido em alemão, inglês, francês, espanhol e italiano.

O projeto será lançado durante um simpósio e conferência internacional sobre o abuso sexual de crianças, marcado para fevereiro do próximo ano, na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma.

O simpósio "Rumo à cura e à renovação" pretende reunir profissionais especializados no tema do abuso sexual de crianças pelo clero.

O porta-voz do Vaticano Federico Lombardi disse que a intenção é mostrar aos fiéis que a Santa Sé leva o tema a sério e que "pensamos que a Igreja deve estar no centro de uma solução", acrescentou.


Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15172563,00.html

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Anuncio contra Abuso Infantil



Mensagem do final do Vídeo: Se uma criança abusada sexualmente não obter ajuda, ela nunca se recuperará do trauma

Anuncio Contra a Pedofilia

Pesquisa de Situações Corriqueiras na Internet

Muitos pedófilos usam da internet como um meio de chegar até suas vítimas.
Muitas crianças e adolescentes permitem, na maioria das vezes sem querer, que esses pedófilos cheguem até eles.
Eis alguns gráficos de situações vividas na internet. Algumas podem abrir uma porta para os pedófilos.








domingo, 19 de junho de 2011

A cada oito segundos uma criança é vítima de abuso sexual no Brasil. No mundo, esse número sobe para quinze segundos.

Imagen disponível em: http://teresacristinaflordecaju.blogspot.com/2009/11/crianca-triste.html

Ivo Cassol propõe castração química para pedófilos

Em discurso na terça-feira (24 de maio) no Plenário, o senador Ivo Cassol (PP-RO) pediu punições severas para quem abusar sexualmente de crianças e adolescentes, incluindo o emprego de técnicas de castração química de infratores.
O senador anunciou ter apresentado projeto de lei que altera o Código Penal prevendo "medidas de segurança de tratamento químico hormonal aos condenados por pedofilia". Segundo a proposta, o condenado por abuso sexual poderia submeter-se voluntariamente a um tratamento em substituição à pena, passando a ser obrigatória a castração química em caso de reincidência em crime da mesma natureza.
- Não vislumbramos outro meio para melhor enfrentar o problema - afirmou Ivo Cassol, que mencionou a legislação da Califórnia (EUA) como exemplo de aplicação da possibilidade de castração química.
Segundo o senador, o tratamento químico hormonal é destinado a diminuir o desejo sexual, "ao contrário do Viagra e do Cialis", como alternativa à castração física. Ele asseverou que a pedofilia é um transtorno classificado pela Organização Mundial de Saúde e não depende de escolha individual ou comportamento cultural.
- Vocês admitiriam esses abusos sexuais da maneira que estão acontecendo? Se alguém está com dó de estuprador, leve-o para casa - disse.


quinta-feira, 16 de junho de 2011



  Os pedófilos dentem a ameaçar suas vítimas, calando suas vozes.
                         Seja a voz de uma criança. Denuncie.
                                             Disque-100

Imagem disponível em: http://www.blogdokedj.com/2011/05/silencio.html

As crianças que sofrem abuso sexual tendem a se isolar e a ficararem com medo de outras pessoas. Elas, muitas vezes, se sentem culpadas pelo ocorrido, o que as leva à uma série de traumas.

Imagem disponível em: http://jomanell.blogspot.com/2010/06/as-criancas-do-mundo.html

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Mensagens Rápidas

"O que se faz agora com as crianças é o que elas farão depois com a sociedade."
( Karl Mannheim )



"Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a".
(Johann Goethe)

Paraná criará banco de DNA de criminosos contra a pedofilia

As estatísticas do governo do Paraná revelam: a cada seis horas, uma criança é vítima de violência sexual no estado. Só nesta semana, duas crianças foram assassinadas. Por isso, o governo paranaense decidiu implantar um banco de DNA de criminosos, o primeiro do Brasil.
Quando um suspeito for preso, amostras do DNA serão transformadas em dados e incluídas em um cadastro. Se a pessoa voltar a cometer um crime e deixar vestígios, bastará comparar com o material genético arquivado.
"A grande vantagem de se ter um banco de DNA com pessoas já previamente catalogadas nesse grande banco seria o fato de poder identificar essa pessoa sem ter um suspeito imediato ou apontado naquele momento", diz Carlos Alonso, do laboratório de genética.
O serviço de investigação de crianças desaparecidas da polícia paranaense já mantém um banco de dados com os criminosos mais procurados. Um dos nomes da lista é o de um ex-pastor. Ele tem mandado de prisão por violentar uma criança de 6 anos e é investigado por outros casos envolvendo meninas de 9 a 11 anos. A polícia suspeita que ele esteja escondido em São Paulo.
A polícia diz que os pedófilos agem de maneira parecida. É comum praticarem o mesmo crime mais de uma vez. Na maioria dos casos, são apanhados e presos. Mas, por bom comportamento na cadeia, recebem benefícios da Justiça e têm a pena reduzida. Aí, quando ganham as ruas, voltam a agir.

"Essa pessoa costuma ser uma pessoa muito inteligente, metódica, que procura estar em ambiente onde haja muitas crianças e sem que ele seja visto. De repente ele se aproxima de uma mulher para ser companheira dele que tenha filhas da idade da preferência dele. Ou então, profissões mesmo, como professor. Pode ser escoteiro, padre, pastor. Ele procura estar próximo a crianças", diz a delegada Ana Cláudia Batista.
    
Rodoviária
Um caso que chocou o país mobiliza até gente que não é da polícia na caça do assassino: uma empresa de segurança convocou os funcionários para examinar 480 horas de imagens de câmeras instaladas nas imediações da rodoviária de Curitiba. A menina Rachel Genofre, de 9 anos, foi encontrada morta no último dia 5, dentro de uma mala no terminal de ônibus. Onze dias depois, a polícia avançou pouco na busca pelo criminoso.
"O criminoso, provavelmente um sujeito astuto, inteligente, preparou o crime e buscou inclusive subterfúgios pra não deixar rastros. É realmente um grande desafio para a polícia", diz o secretário de segurança pública, Luiz Fernando Delazari.
Dois homens chegaram a ser presos, mas testes de DNA comprovaram que o sêmen encontrado no corpo da menina não é de nenhum deles. Um dos homens já era procurado por causa de outro crime e vai continuar preso.
A polícia encontrou com ele uma roupa de Papai Noel e fios de cabelos compridos que podem ser de uma vítima de pedofilia. Antes de ser preso de novo, ele voltou a atacar: é acusado de ter violentado um menino de 5 anos de idade.
"Foi no dia 7 de setembro, estava lotado de gente aqui na praia. Tinha um aniversário de uma pessoa na minha casa. Ele aproveitou uma oportunidade e, em um descuido que dei, pegou o menino e carregou para uma casa", relata a mãe da vítima.

Fonte: G1(globo) - http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL864275-5598,00-PARANA+CRIARA+BANCO+DE+DNA+DE+CRIMINOSOS+CONTRA+A+PEDOFILIA.html

Profissionais contam como é trabalhar com casos de abuso infantil

Os casos são diários em em muitos deles os acusados também são menores.



Matéria exibida no Paraná TV - Ponta Grossa

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1481993-7823-PROFISSIONAIS+CONTAM+COMO+E+TRABALHAR+COM+CASOS+DE+VIOLENCIA+INFANTIL,00.html

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Unidade especial anti-pedofilia resgata mais de 400 crianças em um ano

Uma unidade especial de combate à pedofilia resgatou mais de 400 vítimas de abuso no ano passado na Grã-Bretanha, colocando-as em programas de proteção à criança.
Em seu relatório anual, o Centro de Proteção Online e contra Exploração Infantil (Ceop, na sigla em inglês) disse que, como resultado, mais de 500 pessoas foram presas por crimes sexuais no período.
'Há muito mais abuso infantil por aí do que é reportado. É uma grande preocupação, é algo sobre o qual todos precisam se unir para fazer algo a respeito', disse o diretor da agência, Peter Davies.
Para ele, esse fato é uma 'imensa tragédia'.
O centro foi estabelecido em 2006 com a função de investigar possíveis casos de pedofilia e processar os acusados.
Em cinco anos, o órgão disse que desmantelou quase 400 redes de crime sexual e prendeu quase 1.650 pedófilos. Cerca de mil crianças foram resgatadas.
Só no ano, foram 513 presos, com 132 redes desmanteladas e 414 crianças resgatadas, diz o relatório.

Está aí um exemplo para o Brasil seguir. É a prova de que se o país investir, é possível previnir e combater esse mal.

Fonte: G1(globo) - http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/05/unidade-especial-anti-pedofilia-resgatou-mais-de-400-criancas-em-um-ano-na-gra-bretanha.html

Jovens são presos por sexo com menor em posto de gasolina no DF

A Polícia Militar de Brasília prendeu na madrugada deste sábado (11) três jovens por corrupção de menor em um posto de gasolina em Ceilândia. Segundo a PM, um dos jovens fazia sexo com uma menina de 15 anos em um carro enquanto outro a acariciava e o terceiro filmava a ação com um celular.
Pouco antes de serem presos, os rapazes e a garota haviam sido vistos dançando funk no estacionamento do posto.
A menor foi encaminhada à Delegacia da Criança e do Adolescente e passou por exame de corpo de delito e toxicológico no Instituto Médico Legal. Nenhum dos jovens estava com drogas ou tinha passagem pela polícia.
Os três rapazes foram levados para a carceragem vão responder por corrupção de menor, ato obsceno e fornecimento de bebida para menores. Caso sejam processados e condenados, a pena pode chegar a oito anos de prisão.

Fonte: G1(globo) - http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2011/06/jovens-sao-presos-por-sexo-com-menor-em-posto-de-gasolina-no-df.html

domingo, 12 de junho de 2011

Consequências de Abuso Sexual Infantil

O papel da família é essencial para a recuperação de uma criança que sofreu abuso sexual.O primeiro passo é acreditar na criança e depois pedir ajuda médica, não apenas para o acompanhamento das lesões físicas, mas também emocionais.
A criança que sofre ou sofreu algum abuso sexual sofrerá consequências a curto e longo prazo. O Manual de Prevenção do Abuso Sexual, publicado por Save the Children (Salvem as crianças), mostra as seguintes consequências: 
Consequências a curto prazo do abuso infantil:
- Físicas: pesadelos e problemas com o sono, mudanças de hábitos alimentares, perda do controle de esfíncteres.
- Comportamentais: Consumo de drogas e álcool, fugas, condutas suicidas ou de auto-flagelo, hiperatividade, diminuição do rendimento acadêmico.
- Emocionais: medo generalizado, agressividade, culpa e vergonha, isolamento, ansiedade, depressão, baixa auto-estima, rejeição ao próprio corpo (sente-se sujo).
- Sexuais: conhecimento sexual precoce e impróprio para a sua idade, masturbação compulsiva, exibicionismo, problemas de identidade sexual.
- Sociais: déficit em habilidades sociais, retração social, comportamentos antisocicias. 
Consequências a longo prazo do abuso sexual infantil:
Existem consequências da vivência que permanecem, ou inclusive podem piorar com o tempo, até chegar a configurar patologias definidas. Por exemplo:
- Físicas: dores crônicas gerais, hipocondria ou transtornos psicossomáticos, alterações do sono e pesadelos constantes, problemas gastrointestinais, desordem alimentar.
- Comportamentais: tentativa de suicídio, consumo de drogas e álcool, transtonno de identidade.
- Emocionais: depressão, ansiedade, baixa auto-estima, dificuldade para expressar sentimentos.
- Sexuais: fobias sexuais, disfunções sexuais, falta de satisfação ou incapacidade para o orgasmo, alterações da motivação sexual, maior probabilidade de sofre estupros e de entrar para a prostituição, dificuldade de estabelecer relações sexuais.
- Sociais: problemas de relação interpessoal, isolamento, dificuldades de vínculo afetivo com os filhos. 

Fonte: Pablo Zevallos, Guia Infantil.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Pornografia Infantil Na Internet. - Reportagem

Essa é uma reportagem realizada pela Record sobre a pedofilia. Mostra como os adolescente são vulneráveis aos pedófilos.
http://www.youtube.com/watch?v=RX0SW0bXDAE
Pedofilia em crítica, por Felipe Puppi:
     Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a pedofilia é um transtorno mental que ocorre na cabeça de alguns adultos. Mas como poderíamos identificar esse mal, que apesar de fatal para a infância de uma criança, é tão discreto. Por tal motivo, é preciso manter uma atenção especial sobre os adolescentes, e seus amigos virtuais. A internet apesar de exelente meio de comunicação é um dos principais meios de atuação dos pedófilios. É muito fácil aproximar-se de uma criança inofenciva, quando se está mascarado pelo anonimato. Nunca sabemos, ao certo, quem está do outro lado.
    Mas existe uma maneira muito acessível de orientar jovens e adolescentes em relação a pedofilia, uma conversa entre pais e filhos, alem de aumentar a intimidade, instrui os jovens à proteção contra esses ladrões da infância, que são os pedofilios. Porem, em alguns casos o assunto vai alem disso, é muito mais complexo quando o inimigo está embaixo do mesmo teto. Geralmente ocorre com meninas, quando algum membro da família, tem uma proximidade maior, e acaba por ocorrer, o abuso sexual. Muitos jovens podem achar que os pais são super-protetores, mas não é bem assim, pedofilia é um assunto sério, e trata-se de pessoas com sérios problemas mentais.
    Muitas vezes os adultos se aproximam, aproveitando-se da inocência da criança, para alcançar seus repugnantes objetivos. Uma criança que sofre abuso sexual em qualquer fase da juventude, pode acarretar para si, com isso, sérios problemas psicológicos, como traumas. Podendo ter uma vida sexual futura conturbada.
    Considerada um crime grave em vários países, a pedofilia é um crime mal visto não só pela sociedade, mas, por exemplo, por próprios detentos das carceragens gerais. A luta contra a pedofilia é constante, apesar de ser um crime difícil de se descobrir, cada caso merece ser tratado com delicadeza. Apesar de todos os danos causados pelos pedófilio, eles são pessoas doentes, que merecem ser tratados. A ajuda deve vir tambem às pessoas que não sabem que precisam dela.


Autoria do texto: Felipe Puppi, algumas informações retiradas do site:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedofilia
Acessado no dia 11 de Junho de 2011.




domingo, 5 de junho de 2011

Um caso de impunidade (dentre tantos)

Em 3 de Setembro de 2008, Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre, de nove aos, voltava de sua escola, Instituto de Educação, cituado no Centro de Curitiba, quando misteriosamente desapareceu.
No dia 5, o corpo da menina fora encontrado dento de uma mala na Rodoferroviária de Curitiba. No corpo havia sinais de estrangulamento e de abuso sexual.
O caso gerou muita comoção e indignação não só onde o crime fora cometido, mas também em todo o país.
Como a área interna da rodoferroviária não possuia câmeras de vigilância, a procura ao suspeito ficou mais difìcil.
A polícia deteve vários suspeitos, divulgando, inclusive o retrato falado de um deles, mas nenhum foi confirmado como sendo o autor do crime. Também foi cogitado a hipótese de um assassino e série, mas nada bse confirmou.
Este é mais um caso que a polícia não consegue resolver.
É um crime perfeito? Creio que não, mas o assassino teve ajuda, mesmo que involuntariamente.
A rodoferroviária não possuia câmeras de segurança, o que facilita inúmeros delitos e também crimes como este. Infelizmente foi necessário que uma vida fosse perdida para que se tomasse uma atitude.
Outra questão é como a polícia,  população e também os veículos de comunicação esquecem rápido os casos não solucionados.
Você, por acaso, se lembraria quem é Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre? Eu, sinceramente, não lembrava.
É claro que o fato de todos os dias pessoas morrerem, crianças serem abusadas e mortas faça com que esquecemos outros casos mais antigos, mas os pais da Rachel e de outras crianças esquecidas não se deixam permitir esquecer.
Esses pais lutam todos os dias para que seus filhos desaparecidos voltem para suas casas, que o assassino de seu filho seja preso ou que, pelo menos, consigam sobreviver a dor que é perder um filho.
O caso da Rachel remete a um outro problema. Um dos suspeitos do crime era um homem já condenado por pedofilia.
Como eu disse em um dos prmeiros post, pedofilia nã é um doença que você pode curar com um remédio ou apenas com alguns anos de prisão. Os condenados por esses crimes devem ser excluídos da sociedade permanentemente por serem um risco.
Por mais que um pedófilo saiba que o que faz é errado, ele não consegue evitar. Este tem um desviou incurável e, estes mesmo dizem que devem ser detidos e avastados, pois, do contrário, cometeram outros crimes.
E eu pergunto, se os próprios pedófilos dizem que devem ser presos, porque é que eles continuam sendo soltos pela polícia? Por que os deputados e senadores não fazem uma lei mais dura à esses monstros?
É por esses casos que eu cogito a ideia de pena de morte no Brasil. Seria um ótima resolução para crimes cometidos por pedófilos e psicopatas - quando a pena máxima para eles é de 30 anos, mas, às vezes, eles não ficam presos nem metade desse tempo.
Mas umas das coisas que impede a pena no Brasil é porque alguns acreditam que seria desumano.
Desumano é estuprar, matar e desovar o corpo de uma criança num lugar qualquer. Isso é desumano.
Mas, ao meu ver, existem outros argumentos (muito mais econômicos) que impedem a pena de morte.
Seria muito caro para o Estado ter que arcar com processos, cárcere para evitar linchamento, apelações entre outros. Isso tudo custa três vezes mais do que um aprisionamento perpétuo, que é uma medida muito mais econômica, ainda mais no Brasil, onde as prisões possuem o dobro ou até mais detentos do que pode suportar.
Não vamos entrar mais fundo nesse assunto, já que este não é o meu objetivo aqui. O que importa é que devemos gritar por ajuda, já que crianças como a Rachel não possuem mais voz para isso.

"Quantas mortes mais serão necessárias para que se saiba que já se matou o bastante?" - Bob Dylan.

Dados colidos no G1(globo.com)

Atitudes a serem tomadas quando uma criança for abusada sexualmente

As crianças raramente inventam histórias sobre terem sido abusadas. Não é uma coisa que elas pensam: "Poxa, os meus pais não estão me dando atenção. Já sei! Vou dizer a mesma coisa que aquela criança disse na televisão ontem! Mãe, fui estuprado!
Os molestadores, na maioria das vezes, intimidam suas vítimas de forma que elas fiquem em silêncio por muito tempo até se sentirem seguras para relatar seu sofrimento. Às vezes, infelizmente, isso nunca acontece. Mas se uma criança diz que foi abusada sexualmente, seus pais devem acreditar nela e também deixá-la o mais a vontade possivel para que ela possa falar livremente.
As primeiras atitudes a serem tomadas é buscar ajuda médica, denunciar o molestador e levar a criança para fazer um exame físico e, também levá-la à um psiquiatra.

O que devemos fazer quando uma criança for abusada sexualmente?
- Se a criança falar a respeito do abuso, escute-a, e leve-a a sério. As crianças pouquíssimas vezes inventam histórias de abuso sexual.
- Se você estiver alarmada ou sente vergonha, não demonstre à criança, pois ela se sentirá mais afetada ainda.
- Não pressiona. Apoie a criança evitando gestos, perguntas ou pré-julgamentos que a façam sentir-se ainda mais angustiadas ou culpadas.
- Se o menino ou menina decide falar, anime-o e mostre confiança para que diga a verdade e fale com liberdade. Não a julgue, nem a faça sentir-se culpada.
- Solicite apoio a algum especialista para ajudar a criança e também à família para saber como tratar do problema.
- Prepare a criança para essa ajuda. Explique que terá que conversar com outras pessoas sobre o acontecido. E que tudo será bom para ela.
- Deve-se denunciar às autoridades, a pessoa que abusou sexualmente da criança.
- Comunicar os serviços sociais.
Baseado no texto de Vilma Medina, do Guia Infantil.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

OS SÍMBOLOS DA PEDOFILIA

Os pedófilos estão se comunicando e se identificando através de símbolos. Proteja seu filho da pedofilia.
Alguns pedófilos costumam usar símbolos para mostrar suas preferências sexuais, mas se você ver na rua alguém usando um destes símbolos, não quer dizer necessariamente que ele é um pedófilo, já que esses símbolos já existem há muito tempo.

Identifique os pedófilos

O F.B.I. elaborou um informe em que indica e registra uma série de símbolos utilizados por pedófilos para serem identificados entre si. Os símbolos são sempre compostos pela união dos similares, um dentro do outro. O de forma maior identifica ao adulto, enquanto que a menor corresponde a um menino ou uma menina. A diferença de tamanhos entre eles mostra uma preferência por crianças maiores ou menores quanto à idade. Os triângulos simbolizam aos homens que gostam de meninos, enquanto os corações representam homens (ou mulheres) que gostam de meninas. A mariposa personifica aquele que gosta de ambos.



No caso de que coincidam com alguém que utilize algumas dessas simbologias, deverão estar alertas, e em caso de aproximação com crianças, avisar à polícia. Os pedófilos gostam de exibir-se em códigos para os demais, utilizando os símbolos em colares, anéis, pulseiras, moedas, jóias, troféus, adesivos, camisetas, etc. É o desenho gráfico a serviço da pedofilia.

Fonte: Vilma Medina, do Guia Infantil.

Mudanças na Lei do Estupro e Pedofilia

Se, em alguns pontos, a lei 12.015, que aumentou as penas para casos de estupro e pedofilia no país cumpre com seu objetivo, em outros, irá beneficiar réus já condenados com a diminuição das penas. É o que afirmam especialistas sobre as mudanças no Código Penal e Lei de Crimes Hediondos para tornar mais severas as punições por esses crimes, que passaram a valer no dia 7 de agosto deste ano.
A brecha ocorre em razão da supressão do chamado atentado violento ao pudor. "Antes, estupro e atentado violento ao pudor eram dois crimes autônomos, cujas penas eram somadas. Agora, será aplicada apenas uma pena, menor. Quando uma lei mais nova é benéfica em relação à anterior, a validade dela retroage a favor do réu", afirma o criminalista e ex-juiz Luiz Flávio Gomes.
O advogado explica que os crimes antes considerados como atentado violento ao pudor agora serão enquadrados no artigo 213 do Código Penal, que prevê o estupro. "Ou seja, quem foi condenado, por exemplo, por coito anal, que era atentado, e coito vaginal, estupro, pode pedir a revisão. É automático e já está valendo. Esse condenado, mesmo se já tiver uma condenação definitiva, pode pedir a diminuição da pena."
Segundo Fábio Tofic Simantob, criminalista e diretor do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), a tendência é que se decida pela continuidade do crime, mas não se trata de um problema na lei. "A pena já é bem alta, por isso, essa diminuição não é favorável ao réu e nem representa um problema na estatística. A nova lei é muito mais dura", avalia.
 
Veja algumas mudanças no Código Penal:
 
Corrupção de menores(Art.218)
Antes: Corromper ou facilitar a corrupção de pessoa entre 14 e 18 anos, com ela praticando ato de libidinagem, ou induzindo-a a praticá-lo ou presenciá-lo. Pena: reclusão de 1 à 4 anos.
Agora: Induzir alguém menor de 14 anos a satisfazer a lascívia de outrem. Pena: reclusão de 2 à 5 anos/ Na presença de criança ou adolescente. Pena: reclusão de 2 à 4 anos/ Favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável. Pena: 4 à 10 anos de reclusão
 
Presunção de violência (Art. 224)
Antes: Presume-se violência se a vítima for menor de 14 anos, alienada ou débil mental, ou quando não pode oferecer resistência.
Agora: Suprimido.
 
Estupro (Art. 213)
Antes: Constranger mulher, mediante violência ou grave ameaça, à conjunção carnal. Pena: reclusão de 6 a 10 anos/ Vítima menor de 14 anos. Pena: reclusão de 6 à 10 anos.
Agora: Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso. Pena: reclusão de 6 a 10 anos/ Vítima entre 14 e 18 anos, reclusão de 8 a 12 anos/ Se resultar em morte, reclusão de 12 à 30 anos.
 
Atentado violento ao pudor (Art. 214)
Antes: Constranger alguém a praticar ou permitir ato libidinoso diverso da conjunção carnal. Pena: reclusão de 6 a 10 anos.
Agora: Suprimido e incluso no artigo 213.
 
"Subjetividade"
De acordo com os especialistas, o maior problema está na subjetividade que continua a existir na legislação. Toques corporais e até um beijo forçado, considerados como atentado violento ao pudor, podem passar a ser avaliados como estupro.
"A nova lei não resolveu o que é ato libidinoso. Continua a existir essa zona cinzenta", afirma o advogado. "Caberá aos juízes o bom senso. Eles podem decidir que se trata de uma importunação ofensiva ao pudor, que acarreta em uma penalidade mais branda", diz Gomes.

Sexo com menos de 14: proibido
Fábio Simantob também critica outro ponto da lei, que classifica de "retrógrado". A partir de agora, sexo com menores de 14 anos é considerado crime, ainda que praticado com consentimento.
"Isso faz com que menores de 14 estejam proibidos de fazer sexo, mesmo com um namorado de 14. A lei breca uma modernização da jurisprudência, que já estava se tornando mais aberta para cada tipo de situação", afirma.
Para Luiz Flávio Gomes, a mudança em relação a esse tipo de situação, que se torna cada dia mais comum, e classificada na nova lei como estupro de vulnerável, é positiva. "Mostra uma posição clara de que sexo com menores de 14 anos é estupro, com pena de até 15 anos de reclusão. "Acho muito razoável e isso acaba com o turismo sexual", defende.

Fonte: Rosanne D'Agostino, do UOL Notícias, São Paulo. Acessado em 1 de junho de 2011.


 

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sobrevivi ao abuso sexual

Segue abaixo mais um depoimento de uma vítima de abuso sexual sofrido na infância.

‘Depois que as lembranças vieram à tona, tive que vencer o pânico e a depressão’
Geisa Paulin-Curlee, 33 anos, veterinária
Venho de uma família de trabalhadores rurais do Paraná e fui uma criança muito tímida e solitária. O primeiro abuso foi aos 5 anos: acordei sentindo meu irmão, 8 anos mais velho, mexendo nos meus genitais. Meu tio também me bolinava. Eu não reagia, pois não tinha capacidade para discernir. Com o tempo, passei a sentir culpa e vergonha. Foi assim até depois de adulta. Sempre, a cada toque, sentia meu corpo paralisado, era incapaz de me mover. Depois, eu entrava em um estado de confusão e desconforto emocional. Duas vezes, os abusos de ambos chegaram a relações sexuais, aos 21 anos e aos 25. Acho que um não sabia do outro. Meus pais nunca desconfiaram e nunca sofri ameaças para ficar calada, mas morria de medo que me castigassem e ignorava que aquilo era abuso sexual.
Só em 2001 essa situação mudou, pois fui estudar nos Estados Unidos. Lá, pela primeira vez, tive um namoro estável e me casei. Fui fazer um seminário sobre crescimento pessoal e as lembranças do passado vieram à tona. Só então vi que eu tinha sido vítima de abuso. Procurei um psicólogo e enfrentei um longo processo de depressão profunda e crises de pânico. Escrevi cartas ao Conselho de Medicina do Paraná denunciando meu tio, que é médico, mas desconsideraram por falta de provas. Meu irmão foi preso, mas por outro motivo. Mesmo sabendo que nada aconteceu com quem me fez tanto mal, quero muito me curar. Sei que mereço ser feliz.’
‘Senti nojo, ódio, repulsão, mas fiquei sem ação e ele continuou a me fazer carícias, me molestando de formas sedutoras’


Fonte: Revista Marie Claire

quinta-feira, 26 de maio de 2011

INFÂNCIA ROUBADA

O relato a seguir é de uma jovem vítima de abuso sexual pelo padrasto há cerca de dez anos atrás. Atualmente, aos dezoito anos, ela vive com a família, em Curitiba, e está concluíndo o ensino médio.
Para garantir a privacidade da vitíma a manteremos anônima.
- Como e quando os abusos começaram?
Vítima: "Eu não lembro exatamente, mas eu devia ter oito anos. Me lembro de acordar no sofá da sala sem minhas calças, o que achei muito estranho. Um tempo depois tive de ir ao médico pois sentia uma dor ao urinar.
Até então, eu não tinha ideia do que estava acontecendo. Mas depois o meu padrasto começou a abusar de mim".
- Após os abusos, ele lhe ameaçava? O que ele dizia?
Vítima:  "Sim, ele dizia que se eu contasse para alguém, apanharia, ou que mataria a minha mãe".
- Para quem você contou sobre os abusos pela primeira vez? E depois de quanto tempo de silêncio?
Vítima: "A nossa família tinha uma empregda na época, que era muito amiga da minha família. Ela me disse que quando eu estava no sofá, viu o meu padrasto com a minha calça e achou aquilo muito estranho. Ela me perguntou se ele havia feito alguma coisa comigo. No início eu fiquei com medo de responder, mas acabei lhe contando a verdade, mas não recordo ao certo de quando foi isso.
Lembro que ela ficou muito revoltada e que contou tudo para a minha mãe".
- Você tinha medo dele? Sabia que o que ele fazia era errado?
Vítima: "Sim, eu sabia que era errado, mas não sabia o que fazer".
- Como a sua mãe ficou sabendo dos abusos e qual foi a reação dela?
Vítima: "Ela ficou sabendo pela empregada, que antes havia contado tudo para a minha irmã mais velha.
A minha mãe pegou uma cinta e pediu para eu lhe contar o que havia acontecido. Sempre que ela pegava o cinto, significava que ela queria saber a verdade, como se eu estivesse inventando ou mentindo.
A primeira reação dela foi chorar muito, depois ela me abraçou. Quando o meu padrasto chegou do trabalho, ela mandou que ele arrumasse suas coisas e fosse embora.
Minha mãe contou tudo para a irmã do meu padrasto, que ficou horrorizada. Depois, ela me levou para a delegacia para fazer a denúncia. Fomos a muitos lugares dais quais eu não lembro os nomes".
- O que aconteceu depois? Ele foi preso?
Vítima: "Ele foi preso sim. A minha mãe me dizia que ele nunca mais faria nada de ruim comigo, nem sequer chegar perto de mim, nem mesmo de seus próprios filhos - filhos dele com a mãe da vitíma -, que ainda eram bem pequenos".
- Como foi a sua vida e a da sua família após a prisão dele?
Vítima: "Apesar de tudo o que passei, era difícil para eu entender tudo aquilo que estava acontecendo, mas para a minha mãe e para os meus irmãos estava sendo ainda pior. A minha mãe teve que fechar a loja da qual era dona, deixando de pagar muitas contas de casa, e os meus irmãos sentiam muito falta do pai. Daí em diante a nossa vida só piorou.
Sem dinheiro para nos sustentar, a minha mãe me levou à delegacia para retirar a queixa contra ele, e assim eu fiz. Ele se desculpou pelo o que fez e voltou a morar conosco, já que ele era o único que podia pagar as contas".
- Você tem medo dele por você e pelas suas irmãs menores?
Vítima: "Hoje em dia eu não tenho mais medo, mas pelas as minhas irmãs sim. Eu tenho a impressão  de que, a qualquer momento, ele tente fazer com elas o mesmo que fez comigo. Por causa disso eu sempre as alerto sobre ele, pedindo para que elas me contem sobre qualquer coisa estranha que ele venha a fazer".
- Como é a sua convivência com ele?
Vítima: "Hoje, eu já superei o que aconteceu. Penso que ele era doente, mas que agora já se curou, mas não é a mesma coisa. Eu costumo cumprimentá-lo com um bom dia, mas não passa disso; não chego nem a ficar muito tempo perto dele.
Eu nunca o verei como pai ou algo parecido. Tenho muitas mágoas. O tempo passa, mas as lembranças não me deixam esquecer o quanto eu sofri".
- A quanto tempo a sua mãe e ele estavam juntos quando os abusos começaram?
Vítima: "Eu acho que desde que meu pai biológico foi embora, quando eu tinha uns quatro anos.
- Você confiava nele? O amava como pai? O que sente por ele agora?
Vítima: "Não, porque o meu pai biológico me dizia que só existe um pai e que era ele, então eu não conseguia ter esse sentimento por outra pessoa. Agora eu sinto nojo, revolta quando penso que ele deixou marcas profundas na minha vida e que nunca se apagarão".
- Quais são os seus planos para o futuro?
Vítima: "Primeiro quero ter minha própria casa, deixando a minha antiga vida para trás. Depois pretendo casar com o meu namorado e constituir uma família".
- Como os abusos afetaram e afetam a sua vida? Você ainda pensa nas coisas que aconteceram com você?
Vítima:"Afetarm muito, pois por causa disso eu tinha muito medo de qualquer homem que se aproximasse de mim, temendo que eles tentassem fazer alguma maldade comigo. Mas agora isso mudou. Penso que nada que aconteceu foi por minha culpa.
Às vezes, eu queria ter ido embora com o meu pai biológico, porque sei que ele jamais faria algo de ruim comigo e que também não deixaria ninguém fazer isso.
Eu penso nisso sim, o que me deixa muito triste a ponto de ter vontade de chorar. Mas tudo já passou, e agora a minha vida tem sido muito abençoada por Deus".
Este foi o depoimento de muitas entre tantas vítimas de abuso sexual no nosso país. Diferente de tantos, ela teve a coragem de relatar sobre as coisas terríveis que lhe aconteceram.
Por infortúnios, a nossa vítima teve que desmentir o ocorrido, livrando seu agressor do prisão, mas agora, segundo ela, tudo está bem.
Muitas crianças sofrem caladas e com medo, sem ninguém para ampará-las. Elas não tem voz, e caso você conheça alguma delas, seja essa voz, denuncie.
Disque 100.
Criado para receber denúncias de exploração sexual contra crianças e adolescentes, o disque-denúncia acaba recebendo também denúncias de outros tipos de violência e até de crianças desaparecidas. As denúncias são encaminhadas aos órgãos competentes em até 24 horas. O serviço funciona das 8h às 22h, inclusive finais de semana e feriados. Como o próprio nome já diz, é só digitar 100 no seu telefone. A chamada é gratuita e você não precisa de identificar.

Inesc - Criança e Adolescente - Direitos e Políticas Públicas
http://protagonismojuvenil.inesc.org.br/controle-social/exerca-sua-cidadania/disque-100

quarta-feira, 25 de maio de 2011

DIA NACIONAL CONTRA À VIOLÊNCIA INFANTIL

Vamos combater essa violência até que o Brasil seja do tamanho de sua responsabilidade com as crianças e adolescentes”, afirma ministra Maria do Rosário.
A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), participou nesta quarta-feira (18) de uma série de atividades relacionadas à ao 18 de Maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes.
Na parte da manhã, Maria do Rosário participou da conferência do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, onde ouviu as demandas de meninos e meninas, que a partir deste ano terão mais espaço para suas reivindicações. “Ouvir o que as meninas e meninos têm a dizer e fazer o que eles nos pedem, seja por palavras, seja pelo olhar, é o grande desafio para nós ativistas dos direitos das crianças e adolescentes”, avalia a ministra.
Em seguida a ministra foi ao Supremo Tribunal Federal, que realizou o 1º Encontro Nacional de Experiências de Tomada de Depoimento Especial de Crianças e Adolescentes. Além do presidente do STF, ministro Cezar Peluso, a rainha Silvia, da Suécia, e a ministra Ellen Gracie, participaram do evento.
No início da tarde, a ministra Maria do Rosário participou, no Palácio do Planalto, da entrega do Prêmio Neide Castanha e do lançamento da Matriz Intersotorial de Enfrentamento à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, que divulgou o novo mapa das denúncias sobre exploração sexual infantil. “Demos alguns passos, mas as redes de exploração também avançaram. Quero dizer que não vamos permitir que se esqueça, vamos combater essa violência até que o Brasil seja do tamanho de sua responsabilidade com as crianças e adolescentes”, disse a ministra.
Logo depois da entrega do prêmio, Maria do Rosário integrou a Caravana Siga Bem Criança, composta por uma série de caminhões que circundaram a Esplanada dos Ministérios enquanto militantes distribuíram folhetos informativos para motoristas e transeuntes.
À noite, Maria do Rosário é recebida em jantar pela rainha Silvia, na embaixada da Suécia. A rainha coordena a ONG Childhood, que desenvolve uma série de ações de proteção a crianças em todo o mundo.
A secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Silveira de Oliveira, e a coordenadora do Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, Leila Paiva, acompanharam a agenda do 18 de Maio.
18 de maio – O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído pela Lei Federal 9.970/00. A data marca o crime bárbaro que chocou o país em 18 de maio de 1973, em Vitória/ES, e ficou conhecido como o “Caso Araceli”. Esse era o nome de uma menina de apenas oito anos de idade que foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada por jovens de classe média alta. Esse crime, apesar de sua natureza hedionda, até hoje está impune. A intenção do 18 de maio é destacar a data para mobilizar e convocar toda a sociedade a participar dessa luta e proteger nossas crianças e adolescentes.

http://www.direitoshumanos.gov.br/2011/05/18-de-maio-dia-de-combate-a-violencia-contra-criancas-e-adolescentes-2013-201cvamos-combater-essa-violencia-ate-que-o-brasil-seja-do-tamanho-de-sua-responsabilidade-com-as-criancas-e-adolescentes201d-afirma-maria-do-rosario/view. Acesso:25 de maio de 2010

Fique atento

Geralmente, as vítimas de abuso sexual sofrem em silêncio, ou por medo ou por vergonha, mas há sinais que podem indicar abuso sexual. Estes são:
- A criança pode ter falta de sono ou pesadelos e também alterações repentinas de humor;
- Voltar a urinar na cama;
- Comportamento agressivo;
- Desempenho escolar baixo;
- Falta de apitite;
- Medo de ficar próximo de muitas pessoas;
- Excesso ou falta de hábitos de higiêne em relação ao banho;
- Fala ou comportamento muito sexualizado para a idade.

Po Anderson e Roseane Miranda, "Infância Perdida"; acesso: 25 de maio de 2010. http://www.censura.com.br/

Pedofilia

A cada oito segundos uma criança é abusada sexualmente no Brasil, esse número sobe para quinze segundos no mundo todo. É um número alto e que assusta, mas o que é pedofilia?
A Organização Mundial da Saúde define como a prática sexual entre um indivíduo maior de dezesseis anos com uma crinça na prépuberdade. A pscicalálise vê a pedofilia como uma perversão sexual.
Não é uma doeça, mas sim um distúrbio psíquico caracterizado pela obsessão em práticas sexuais não ceitadas pela sociedade.
25% dos casos, o pedófilo foi abusado na infância; e segundo os psicológos especialistas em abuso infantil de Michigan, Estados Unidos, 80% dos casos de violência sexual acontecem em casa. Os pais, tios e padrastos são os principais agressores.
No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê detenção de um a quatro anos de detenção e multa para quem fotografar ou produzir e publicar cenas de sexo ou pornografia com menores de dezoito anos.

Trechos retirados de "Pedofilia", por Eliane Percília, Equipe Brasil Escola.
http://www.brasilescola.com/sociologia/pedofilia.htm

sábado, 21 de maio de 2011

Abuso Sexual Infantil

O abuso sexual infantil vem traumatizando crianças e adolescentes, também conhecido como pedofilia. É um assunto muito polêmico. Abordaremos esse assunto neste trabalho de história, em forma de blog, proposto pela professora Cássia. Em breve, postagens !